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Capa do livro Woody Allen
Ensaio / Cinema / Psicologia

Woody Allen

Seus filmes são mesmo autobiográficos?

Elie Cheniaux

O livro "Woody Allen: Seus filmes são mesmo autobiográficos?", escrito por Elie Cheniaux, investiga a relação entre a vida real e a obra cinematográfica do famoso diretor, ator e roteirista. A obra analisa se os filmes de Woody Allen refletem sua verdadeira biografia ou se são fruto apenas de sua grande criatividade

📝 Ensaio / Cinema / Psicologia
📅 Ano: 2021
📖 487 páginas
🏢 Editora: Autografia
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Sinopse

Tão apaixonado por Woody Allen quanto por seu suposto alter ego das telas, Elie Cheniaux se debruça de forma minuciosa sobre a vida e obra do ator, diretor e roteirista para investigar até que ponto vão as semelhanças e diferenças. A decupagem criteriosa de seus 50 longas-metragens resultou em um trabalho revelador por parte do autor. (Marcelo Janot, crítico de cinema, O Globo)

Ficha Técnica

AutorElie Cheniaux
EditoraAutografia
Ano2021
Páginas487
GêneroEnsaio / Cinema / Psicologia
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Prefácio

✍️
Ana Rodrigues
Presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJ); crítica de cinema (Jornal do Brasil)
"

No artigo O percurso sombrio, de Woody Allen, publicado originalmente no The New York Times, em 1988, e que introduz a autobiografia de Ingmar Bergman, Lanterna mágica, o diretor americano cita as experiências familiares traumáticas da infância do mestre sueco, incluindo o viés de culpa imposto pela educação religiosa e a ausência de sentido da vida. Allen conclui, com seu humor peculiar, que, com uma história dessas, o sujeito só poderia virar um gênio. Bergman, o diretor que mais inspirou Woody, fez das experiências pessoais material valioso para a sua obra de viagem profunda na existência. Em Woody Allen – Seus filmes são mesmo autobiográficos?, Elie Cheniaux penetra numa das maiores questões que envolvem a obra do realizador que melhor traduziu o comportamento social ocidental através do cinema desde o final dos anos 1960. É a partir de experiências pessoais que o criador desenvolve sua arte. Mas é necessariamente a encarnação do próprio autor que determina um personagem? Com Woody Allen há uma frequente comparação da vida real do ator, diretor e roteirista com o papel que interpreta ou que é interpretado por atores que replicam seus gestos e maneira de falar. Até mesmo mulheres como a Jasmine, de Cate Blanchett, reproduzem o gaguejar típico das criações de Woody. Encontramos nas mulheres retratadas, um dos principais elementos de sua cinematografia, sinais da família do diretor, de relacionamentos e do próprio Allen. Mas até que ponto essas vivências estão nos filmes dele? Neste livro, cada caso é exposto e analisado, e o caráter comparativo proporciona uma leitura curiosa e instigante. Na arte, há um fascínio em conhecer quem é e como pensa o indivíduo que criou aquele mundo. O que passa pela cabeça do criador? Quando a obra é tão rica e contínua como a de Woody Allen, que atua em muitos dos seus filmes, a provocação é ainda maior. Só para citar no cinema, sobre criadores como Charles Chaplin, Orson Welles, Ingmar Bergman, Federico Fellini ou Stanley Kubrick, atores ou somente diretores, surgem sempre perguntas. O que eles pensavam quando criaram aquelas cenas? Onde estavam? Qual era o estado de espírito? Quais experiências eles viveram e quais pessoas podem ter estimulado a criação daquelas cenas? Por meio deste livro, de texto leve e bem fundamentado, vamos passear pela obra de Woody Allen e por aspectos da vida pessoal do artista para entender o neurótico ou apenas o cara simples que curte um jogo de basquete e gosta de tocar jazz com seu clarinete. Teorias para decifrar o homem por trás da obra ou a obra por trás do homem vão fluindo. Muito do que disse Woody em entrevistas ou está em seus filmes é colocado em espelhamento. Culpa e castigo, baixa autoestima e narcisismo, drama e comédia, família e Nova York. O sexo visto com algo separado do amor. Por outro lado, o romantismo que passeia por suas obras como Manhattan, Todos dizem eu te amo e Meia-noite em Paris. Allen pensa no amor como algo lúdico que nos distrai das verdadeiras questões existenciais. Talvez seja o medo da morte? O livro observa essa obsessão pelo destino na obra do cineasta e na própria maneira com que Woody reflete isso em suas entrevistas. Ele sempre encontra o caminho do humor para explicar o que é inevitável. O fim. E a maneira como vive, filmando com orçamento baixo e grandes estrelas, um filme por ano, mostra como Woody pensa. Sempre em processo criativo e de renovação. Há sempre uma história para contar. Uma intenção de assegurar que está vivo? É necessário alimentar nossa alma, e Woody Allen cuida disso fazendo filmes e, assim, driblando a morte. Como seu mestre Bergman pensou em O sétimo selo e o ruivo referenciou em A última noite de Boris Grushenko. Woody Allen – Seus filmes são mesmo autobiográficos? reúne os elementos que envolvem essa questão e proporciona ao leitor a oportunidade de pensar sobre processos criativos, experiências e existência. A obra de Allen reflete homens e mulheres do mundo contemporâneo. O diretor que, a partir do final dos anos 1960, capturou, num contexto psicanalítico, o mundo que estava em transformação comportamental. Detalhes destacados no livro nos levam aos filmes. Revisitá-los ou descobri-los é a oportunidade de uma experiência muito especial.

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