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Capa do livro Fogo e Cinzas
Narrativa · Psiquiatria

Fogo e Cinzas

Elie Cheniaux

Uma autobiografia intelectual que percorre os bastidores de uma carreira dedicada ao transtorno bipolar — entre a chama das descobertas científicas e as cinzas do esforço humano que toda pesquisa exige.

Narrativa / Psiquiatria
Ano: 2021
~180 páginas
Editora: Independente
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Sobre o livro

Sinopse

FOGO & CINZAS: AS INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE BIPOLARES FAMOSOS

Apesar de representar uma condição clínica muito grave, o transtorno bipolar tem sido associado a possíveis vantagens compensatórias, especialmente a criatividade. Este livro discute as histórias de vida e do adoecimento mental de 17 indivíduos famosos que sofriam ou sofrem de transtorno bipolar, artistas em sua maioria. São eles: Alberto Santos-Dumont, Carrie Fisher, Edgar Allan Poe, Ernest Hemingway, George III da Inglaterra, Kanye West, Kay Jamison, Maria I de Portugal, Patrick Kennedy, Richard Dreyfuss, Robert Schumann, Stephen Fry, Sylvia Plath, Ulysses Guimarães, Vincent van Gogh, Virginia Woolf e Vivien Leigh..

Embora a análise psiquiátrica de cada caso tenha sido feita de forma rigorosa do ponto de vista técnico, levando em consideração a psicopatologia clássica e os critérios diagnósticos mais modernos, o texto foi escrito em uma linguagem simples e acessível. Assim, esta obra é voltada não apenas para os estudantes e profissionais das áreas de psiquiatria e saúde mental, mas também para o público leigo em geral.

Ficha Técnica

AutorElie Cheniaux
GêneroNarrativa / Psiquiatria
EditoraIndependente
Ano2021
Páginas~180
IdiomaPortuguês
FormatoImpresso · eBook
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"Há dois tipos de pesquisadores: os que estudam a doença de longe, com instrumentos e estatísticas, e os que permitem que ela os transforme. Elie é, sem dúvida, o segundo tipo — e é por isso que seu trabalho importa."

Sobre o livro

Apresentação

Prefácio

Flávio Kapczinski
Psiquiatra
"

Tenho dedicado minha carreira ao estudo da fascinante e desafiadora doença bipolar. No decorrer dos anos, procurando auxiliar pacientes e seus familiares, fui me deparando com questões de grande importância lançadas neste livro. Muitas vezes o sucesso em diferentes áreas criativas como as artes, a ciência e o empreendedorismo depende de doses pouco usuais de audácia, desinibição, charme pessoal e mesmo carisma. Essas são características marcantes de pacientes em fase hipomaníaca ou mesmo hipertímica da doença bipolar. Poderíamos dizer que certos indivíduos, quando eufóricos, parecem “tocados pelo fogo”, usando as palavras da estudiosa e portadora da doença bipolar Kay Redfield Jamison. No decorrer da leitura do livro, me deparei com personagens célebres, escritores e artistas favoritos. É impossível resistir, por exemplo, às narrativas que envolvem as vicissitudes de Robert Schumann. Esse músico é apontado como um dos maiores mestres da melodia em música erudita. De fato, não há como evitar reminiscências da infância ouvindo-se Kinderszenen, um clássico desse autor. Já disse Beethoven que a música é mais profunda do que qualquer filosofia. De fato, a música de Robert Schumann nos remete à profundidade da nostalgia de tempos passados bem como de cenas de amor e contemplação. Seria parte desse contato profundo com o mundo emocional um resultado da doença bipolar? Vamos além, e analisando a biografia e obras de Virginia Woolf, verificamos um amálgama de intensas vivências pessoais, erudição e criatividade na sua forma mais intensa e disruptiva. Virgínia Wolf cometeu suicídio após uma carreira de grande sucesso literário. Ela foi um dos mestres da literatura moderna. Mas foi também uma vítima da doença bipolar não tratada. Curiosamente Virgínia Wolf e seu marido foram editores na Inglaterra da obra do professor alemão Sigmund Freud. Amigos em comum tentaram organizar um encontro de Virginia Woolf com o professor Freud. Esse encontro jamais ocorreu, e mesmo que tivesse ocorrido, a doença bipolar, embora descrita, ainda não apresentava nenhum tipo de tratamento eficaz. Virgínia Wolf foi tratada com dietas e descanso. Pouco lhe valeram esses tratamentos, e sua doença seguiu um curso de gravidade cada vez maior, culminando com o suicídio. E que dizer dos relatos biográficos e literários de Ernest Hemingway? Pois o grande autor de Por quem os sinos dobram sofria da doença bipolar. Cometeu suicídio, bem como seu pai e sua neta. Histórias como essas são tratadas com riqueza de detalhes e bibliografia de suporte ao longo do livro. Que obra adorável! Além de leitura obrigatória para profissionais que se dedicam à doença bipolar, a obra é também de grande valia para aqueles que apreciam a história da arte e a riqueza de detalhes da vida de seus protagonistas. Fica a pergunta que o livro trata ao longo de suas páginas: a doença bipolar seria afinal um facilitador da genialidade? Eu, como tantos outros, prefiro acreditar que existem seres humanos especiais e de talento incontestável, gênios. E genialidade não é doença. Mas os autores deixam a nós, leitores, com a “pulga atrás da orelha”... Seria a doença bipolar, em muitos casos, a centelha das grandes mentes criativas? Convido o leitor a deliciar-se nessas páginas de cultura e história da doença mental e seus tratamentos. Encontrei nas páginas desse livro boas doses de tratamentos que muito recomendo: cultura, ciência e humanismo.

Sobre o prefaciador

Flávio Kapczinski é Psiquiatra. Membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Nacional de Medicina e da Academia Sul-Riograndense de Medicina. Professor titular do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor emérito na McMaster University, Canadá..

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Bibliografia

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